Vender uma casa pelo preço máximo é apenas metade da equação. A outra metade, frequentemente ignorada, é quanto desse valor fica efetivamente no seu bolso após o "acerto de contas" com a Autoridade Tributária. 
 
A maioria dos proprietários sabe que as Mais-Valias correspondem a 50% do lucro obtido (para residentes). O que poucos dominam são as três alavancas fiscais que, se acionadas corretamente antes da escritura, podem reduzir drasticamente a base tributável. 
 
1. O Coeficiente de Desvalorização da Moeda (A Alavanca do Tempo) O dinheiro não vale hoje o que valia há 20 anos. O Estado publica anualmente uma portaria com coeficientes que atualizam o valor de aquisição. 
 
Exemplo Prático: Se comprou uma casa em 2000 por 100.000€, para efeitos de cálculo de imposto hoje, esse valor pode ser considerado (hipoteticamente) como 140.000€. Isto "come" 40.000€ ao lucro tributável sem que tenha de fazer nada. 
 
O Erro: Muitos proprietários não verificam se as Finanças aplicaram o coeficiente correto automaticamente no Anexo G. Nós auditamos isto. 
 
2. As Despesas "Elegíveis" (A Alavanca da Dedução) O Código do IRS (CIRS) permite deduzir despesas que valorizaram o imóvel nos últimos 12 anos. Mas a AT é exigente: 
 
O que conta: Obras estruturais, pintura, substituição de caixilharia, sistemas de aquecimento, e também os custos inerentes à compra e venda (IMT pago na compra, IS, registos, certificado energético e a comissão da imobiliária). 
 
O que falha: Faturas sem o NIF do proprietário, ou faturas de "decoração" (cortinas, móveis) que são rejeitadas. Na Royal House, a nossa equipa compila o "Dossier de Despesas" para maximizar estas deduções legalmente. 
 
3. O Reinvestimento Estratégico O prazo de 36 meses para reinvestir em HPP (Habitação Própria Permanente) é conhecido. O que é menos falado é o reinvestimento parcial e a amortização de crédito. Se vender por 300.000€ e tiver um crédito de 100.000€, o valor a reinvestir não é 200.000€, é o valor total da venda (deduzido da amortização do crédito da casa vendida). Falhar nesta matemática resulta em impostos surpresa.